Gestão de Saldos e Cargas Pendentes- Isso é Inteligente?!

Resultado de imagem para REDUÇÃO DE CUSTOSHá algum tempo, o mercado de comercialização do benefício vale-transporte vem oferecendo soluções para CONSULTA e COMPENSAÇÃO DE SALDOS ACUMULADOS nos cartões benefício dos colaboradores.

A escalada de utilização deste mecanismo e os resultados gerados para as corporações são consideráveis a tal ponto que muitas operadoras estão buscando meios para dificultar esta prática, limitando a visualização de saldos e movimentações como foi feito recentemente pela RIOCARD e SPTRANS.

Para as empresas de gestão de fornecimento do benefício VT, este mecanismo se tornou um forte aliado para ampliar a captação de clientes  e consequentemente ampliar suas receitas, uma vez que são cobradas taxas próximas a 30% do volume dos saldos ou cargas pendentes reutilizados a cada pedido.

Por tudo isso que representa, nada mais justo que nomear esta solução como algo INTELIGENTE, POUPADOR, REDUTOR ou qualquer outra denominação mágica, mas, se analisarmos melhor esta mecânica, perceberemos que este movimento não tem nada de inteligente se utilizado de forma única para correção das despesas de vale-transporte.

Para denominarmos uma solução como inteligente, temos que aplicar ações que de fato tragam a correção de problemas, e não algo paliativo, como é abordado e praticado pelo mercado.

Para saber se esta RECUPERAÇÃO DE SALDOS é uma soluções definitiva para resolver os problemas dos altos custos de Vale-Transporte, pergunto:

  1. Por que identificamos um grande volume de saldo acumulado de VT nos cartões dos colaboradores?
  2. Se utilizar as soluções para recuperação de saldos, estarei resolvendo definitivamente o problema de acúmulo do benefício VT nos cartões dos colaboradores?

A resposta que todos chegarão é que o ACUMULO DE SALDOS é gerado pela concessão do VT em patamares além do necessário e que a RECUPERAÇÃO DOS SALDOS é de fato uma medida paliativa, que acaba apresentando resultados,  porém sem fim.

A raiz da solução é CORRIGIR AS SOLICITAÇÕES dos colaboradores, para não haver possibilidade de novos acúmulos e RECUPERAR recursos acumulados por solicitações indevidas.

O acumulo de saldo por si só já é uma sinalização de que algo está errado em relação as solicitações dos colaboradores e isso pede uma correção imediata, não bastando apenas recuperar algo que foi concedido além no necessário, caso contrário, estaremos alimentando a cultura das solicitações indevidas.

 

Marcio Mazallo – Diretor da CAPTA BENEFÍCIOS

Foto: propertyobserver.com.au

Bilhete Único anônimo deixa de ser emitido em SP

O cartão Bilhete Único anônimo (sem identificação do usuário) deixa de ser emitido a partir desta quinta-feira, 07/06/2018, segundo a Prefeitura de São Paulo.

De acordo com o secretário de Mobilidade e Transportes, João Octaviano Machado o cidadão que tiver o Bilhete Único anônimo vai poder usá-lo normalmente. "Quando for fazer a recarga, o cartão vai passar por uma verificação para descartar o uso em algum processo de fraude.

Se houver a constatação de fraude, o bilhete será cancelado. Só no ano de 2018, mais de mil pessoas foram indiciadas pela Polícia. De acordo com a SPTrans, para fazer o bilhete único o usuário terá que apresentar um documento com foto e número do CPF em um dos postos de venda e atendimento.

Antes, o número de cartões era ilimitado. Agora, passa a ser um cartão por CPF. O valor de aquisição é o mesmo: uma tarifa e uma carga mínima de 5 passagens, totalizando R$ 24.

João Octaviano Machado Neto recomenda ao usuário do Bilhete Único fazer previamente o cadastro no site da SPTrans para evitar filas nos guichês.

 

Ana Paula Niederauer e Juliana Diógenes – Conteúdo Estadão 07/06/2018

https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/agencia-estado/2018/06/07/bilhete-unico-anonimo-deixa-de-ser-emitido-em-sp.htm

Plano de saúde poderá ter uma franquia com o mesmo valor da mensalidade (17/04/2018)

Imagem relacionada

A partir do segundo semestre, as operadoras de planos de saúde poderão cobrar dos clientes uma franquia, de valor equivalente ao da mensalidade, semelhante ao que acontece hoje com o seguro de carros.

As mudanças estão em nova norma da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) que deve ser publicada até junho. Entidades de defesa do consumidor afirmam que as mudanças podem prejudicar os consumidores

A ideia é regulamentar, nos contratos de convênios médicos, a adoção de franquia e coparticipação (quando o cliente arca com uma parte dos custos do procedimento toda vez que usa o plano de saúde).

A partir da publicação da nova norma, que está em fase final de análise pelo departamento jurídico da ANS, as operadoras poderão vender planos com franquia e com coparticipação. A parte a ser paga pelo cliente no ano todo referente a franquia e coparticipação não poderá superar o valor que ele pagou por 12 meses de mensalidade do plano.

Para as operadoras e a ANS, esses mecanismos são importantes para conter os custos excessivos e evitar a realização de procedimentos desnecessários pelos clientes. Isso implicaria, para o cliente, um valor de mensalidade mais baixo.

 

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.... - Veja mais em https://economia.uol.com.br/noticias/estadao-conteudo/2018/04/17/plano-de-saude-podera-ter-uma-franquia-com-o-mesmo-valor-da-mensalidade.htm?cmpid=copiaecola&cmpid=copiaecola

Carf decide que INSS recai sobre vale-refeição

Imagem relacionada

A Câmara Superior de Recursos Fiscais do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) decidiu que o auxílio-alimentação, pago em dinheiro ou em cartão ou ticket alimentação, integra salário para efeito de recolhimento de contribuições previdenciárias. O julgamento tem preocupado advogados previdenciários porque o número de autuações pode aumentar. Hoje muitas companhias usam o ticket ou o vale-refeição como forma de custear a alimentação dos empregados.

 

Outros julgados de Câmaras do Carf e do Superior Tribunal de Justiça (STJ) também caminham nesse sentido e a decisão final só será dada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Ainda que a reforma trabalhista (Lei nº 13.467), em vigor desde novembro, tenha tratado do tema, a previsão não resolve a questão, segundo especialistas. O parágrafo 2º, do artigo 457 da Lei nº 13.467, determinou que os valores pagos de auxílio-alimentação não constituem base de incidência de qualquer encargo trabalhista e previdenciário. A exceção é para o pagamento em dinheiro. Ainda que exista essa determinação em lei, o Fisco tem argumentado nos processos que os tickets equivalem a dinheiro.

 

No caso julgado pela Câmara Superior do Carf, a maioria dos conselheiros acolheu o recurso da Fazenda Nacional para manter autuação fiscal, no período de apuração de 2005 até 2008, contra a empresa falida Rápido Brasília Transporte e Turismo que não teria recolhido as contribuições previdenciárias sobre valores relativos ao ticket alimentação fornecido. (Processo nº 10166.722657/2010-72).

 

A Fazenda alegou no recurso que o artigo 28 da Lei nº 8.212, de 1991, prevê que o salário para efeitos de contribuição previdenciária deve ser calculado pela totalidade de rendimentos destinados a retribuir o trabalho, incluindo ganhos habituais sob a forma de utilidades. E que conforme disposto na alínea c do parágrafo 9º do mesmo artigo 28, constam os programas de alimentação do Ministério do Trabalho e Previdência Social.

 

A relatora, conselheira Maria Helena Cotta Cardozo, entendeu que o auxílio-alimentação fornecido pela companhia (com valores incluídos em cartão) não satisfaz nenhuma das modalidades legais que autorizariam a sua exclusão do salário de contribuição. Seriam as situações previstas no Decreto nº 5, de 1991, que regulamentou a Lei nº 6.321, de 1976, como manter serviços próprios de refeições, distribuir alimentos e firmar convênio com entidades fornecedoras de alimentação coletiva.

 

Segundo o advogado Caio Taniguchi, do Bichara Advogados, alguns clientes têm demonstrado preocupação com essas decisões do Carf porque tem sido usual o fornecimento de tickets refeição pelas companhias que aderiram ao Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), do Ministério do Trabalho, e, que por isso, até então, estariam livres de pagar as contribuições previdenciárias.

 

Em julgamento no STJ ocorrido em fevereiro do ano passado, os contribuintes também perderam na 1ª Turma. Os ministros decidiram que o auxílio-alimentação, pago em espécie e com habitualidade, por meio de vale-alimentação ou na forma de tickets, tem natureza salarial, integrando a base de cálculo da contribuição previdenciária. (Resp 1591058).

 

Apesar das manifestações contrárias, Taniguchi afirma que a questão só estará esgotada quando for analisada pelo Supremo, que já admitiu, em 2010, que não incide contribuição previdenciária até mesmo no pagamento do vale-transporte em dinheiro. (RE 478.410). Porém, nesse ponto o teor da reforma trabalhista acabou prejudicando os contribuintes ao excluir o pagamento em dinheiro do vale-refeição como condição de não incidência de contribuições previdenciárias e trabalhistas, o que poderia ser obtido no STF. " A última palavra, porém, será do Supremo", diz.

 

De acordo com o advogado Alessandro Mendes Cardoso, do Rolim, Viotti & Leite Campos, existem outros precedentes recentes do Carf a favor da Fazenda e essas decisões aumentam o risco das empresas serem autuadas e terem que discutir o débito no Judiciário. "Porém, acredito que esse entendimento é equivocado, já que o Programa PAT prevê o fornecimento da alimentação por ticket ou cartão, sem que isso implique pagamento em pecúnia".

 

Com a reforma trabalhista, Cardoso acredita não ser mais possível pedir a incidência de contribuições no fornecimento de alimentação pelo empregador, salvo se pago em dinheiro. "Mas existe o risco da Fiscalização entender que o fornecimento via cartão, salvo para empresa cadastrada no PAT, equivale a pagamento em dinheiro. Entendo, porém, que o Judiciário deverá invalidar essa interpretação", diz.

 

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) não quis se manifestar.

 

FONTE: Valor Econômico

 

GUARULHOS –2018- Nova tarifa com Nova Regra

Imagem relacionadaA partir do dia 1 de Fevereiro de 2018, a tarifa de GUARULHOS passará dos atuais R$ 4,15 para R$ 4,30. Para pagamentos em dinheiro ou para as empresas que adquirem o vale-transporte, a Prefeitura está criando a Tarifa Integral, cujo preço será de R$ 4,70. Essa inovação segue o que é praticado em outros municípios como Campinas e Sorocaba, com o objetivo de diminuir a circulação de dinheiro dentro dos coletivos e aumentar a segurança tanto dos motoristas como dos passageiros. Atualmente, apenas 12,9% dos usuários de transporte em Guarulhos utilizam o dinheiro vivo como forma de pagamento das passagens.

A Prefeitura, no entanto, não apresentou justificativa para encarecer as passagens adquiridas como vale-transporte pelas empresas para seus funcionários. Se o objetivo alegado é aumentar a segurança, não faz sentido cobrar mais caro no vale-transporte. O Click enviou questionamento à Assessoria de Imprensa a respeito desse item e recebeu esta resposta:

A Secretaria de Transportes e Trânsito esclarece que o modelo de cobrança adotado visa garantir que a maioria da população seja impactada apenas pelo reajuste da inflação. No entanto, o subsídio desembolsado pela Prefeitura também precisa ser condizente com a capacidade econômica do município.

Com apenas 12,9% dos passageiros pagando a passagem em dinheiro, o valor do subsídio seria impraticável.

 

https://www.clickguarulhos.com.br

Quebra do Monopólio da FETRANSPOR para emissão e venda de VT

Resultado de imagem para bilhete riocardRIO- 21-02-2018 — Um decreto publicado no Diário Oficial no início deste mês regulamenta a obrigação de que todos os concessionários emitam e comercializem o vale-transporte no Rio, estabelecendo assim o fim do monopólio da Fetranspor. O termo de compromisso foi assinado entre o governo do Rio, o Ministério Público estadual e a Defensoria Pública. Agora, será feito o processo de licitação do sistema e de contratação de uma empresa responsável pelo processamento das transações dos dados relativos ao transporte público intermunicipal, que envolvam subsídio público. Dessa forma, o controle segue com a secretaria de Transportes, que contratou ainda uma empresa de auditoria independente.

O promotor de Justiça Guilherme Magalhães Martins, titular da 5ª Promotoria de Tutela do Consumidor e Contribuinte da Capital, explica que, na prática, usuários e empresas poderão adquirir, carregar e utilizar em todos os modais cartões de qualquer concessionária de serviço ferroviário, metroviário, rodoviário e aquaviário, e não só por meio do cartão RioCard da Fetranspor. Para ele, a intenção é prover o estado de informações para que a qualidade de prestação de serviços seja atestada efetivamente.

— O Estado assume uma obrigação muito importante. Só as próprias empresas tinham acesso aos dados, sem nenhuma transparência. O sistema era uma verdadeira caixa-preta. Trata-se portanto de um importante passo para assegurar a informação adequada e clara aos consumidores. É uma grande vitória, e a população tem muito a comemorar.

Para o autor da ação, o Promotor de Justiça Pedro Rubim, a iniciativa "foi ajuizada com base na premissa de que a raposa estava cuidando do galinheiro, já que o controle do transporte público estava nas mãos das empresas de ônibus, e a quebra de monopólios é um primeiro passo importante para a retomada do efetivo controle por parte do Estado."

As ações para garantir a transparência nos dados relativos à receita gerada pelos serviços de transporte tiveram início no ano passado. Em julho, o MPRJ e a Defensoria conseguiram liminar em ação civil pública contra a Fetranspor, a RioCard e o Estado, na qual alegaram ser inconstitucional e ilegal não ter havido licitação para escolha da empresa responsável pelo controle dos dados da bilhetagem eletrônica no setor de transporte público estadual. Em novembro, o Termo de Compromisso foi assinado entre as partes.

— A interoperabilidade do sistema de bilhetagem eletrônica é apenas a primeira etapa do que está previsto no acordo. Os dados devidamente analisados serão fundamentais para o cálculo da tarifa de transporte, controle de gastos com gratuidade e bilhete único, além de uma visão geral de tudo o sistema pelo Estado — afirma o subcoordenador do Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon), da Defensoria Pública do Rio, Eduardo Chow.

NECESSIDADE DE BALANÇO MENSAL

O decreto determina que as operadoras deverão fornecer mensalmente todas as informações sobre os bilhetes eletrônicos. Isso será essencial para a definição do valor das tarifas e para a avaliação da demanda por determinada linha em diferentes horários e trajetos, por exemplo. As informações geradas pelo sistema serão encaminhadas ao Estado, à Defensoria e ao Ministério Público estadual. A secretaria de Transportes do Rio informa que, inicialmente, as mudanças deverão ser implementadas até 3 de agosto.

— Essa iniciativa proposta pelo estado é uma quebra de paradigmas que proporcionará uma visão completa de todas as viagens realizadas em todos os modais de transporte público. Além disso, auxiliará na tomada de decisões técnicas, fomentará a competição positiva entre os modais e a aceitação de outros meios de pagamento. Haverá maior número de pontos de recarga e uma plataforma para novas integrações tarifárias — afirmou o secretário de Estado de Transportes, Rodrigo Vieira.

O Termo de Referência preliminar está disponível para consulta pública no site da secretaria estadual de Transportes, e as contribuições serão recebidas até o dia 11 de março. A empresa vencedora deverá consolidar a informação de todos os concessionários e permissionários. Além disso, os custos para adequações físicas e sistêmicas necessárias à nova implantação serão de responsabilidade das operadoras. O documento ressalta que é proibido esse repasse aos usuários e ao estado na forma de reequilíbrio contratual.

Segundo o promotor Martins, a Fetranspor vai poder participar do processo de licitação que escolherá a melhor proposta. Procurada, a federação destacou, por meio de uma nota, que "não se opõe ao decreto estadual, por acreditar no trabalho permanente que vem sendo desenvolvido para melhorar a qualidade do serviço oferecido aos usuários do estado do Rio de Janeiro. O sistema de bilhetagem eletrônica é um dos mais modernos e eficientes em operação no país, sendo, inclusive, referência internacional".

Já em relação à licitação citada na reportagem, a Fetranspor afirma que o Termo de Compromisso estabelece a realização de uma licitação para contratação de empresa responsável apenas pelo reprocessamento das transações pertinentes às gratuidades e ao Bilhete Único Intermunicipal. Ainda segundo o órgão, a bilhetagem eletrônica permanece sendo gerenciada pelos concessionários, "que escolheram a RioCard pelos benefícios e serviços, tais como segurança e comodidade, oferecidos aos usuários".

As concessionárias Supervia e Metrô Rio afirmaram que não vão comentar sobre a decisão. A CCR Barcas não respondeu aos questionamentos até o presente momento

Leia mais: https://oglobo.globo.com/rio/decreto-quebra-monopolio-da-fetransporpara-comercializacao-emissao-de-vale-transporte-no-rio-22415726#ixzz57mSevjeT 
stest 

Recadastramento RioCard - Biometria Facial

Para atender ao decreto 45.749/16 que regulamenta a implantação do CONTROLE BIOMÉTRICO, uma câmera foi instalada junto ao validador, o sistema de reconhecimento facial calcula as medidas do rosto do passageiro no momento em que ele passa o cartão. Se as medidas não conferirem com a foto do cadastro, um técnico audita o caso e emite um laudo para suspensão do benefício. Cada ocorrência é composta de um ou mais laudos, para conclusão e aplicação da suspensão.

Apareceu a mensagem de "recadastre-se" ao passar seu cartão no validador?

Fique atento!

 

1º ocorrência: RECADASTRE-SE

Se for a primeira vez que o sistema identificar a ocorrência, segundo o decreto, o usuário receberá a mensagem “recadastre-se”, após isso, se faz necessário que o mesmo compareça a uma loja RioCard para que o recadastramento* seja feito.

O prazo para o recadastramento após a primeira visualização da mensagem é:

  • 5 dias úteis – para Estudantes SEEDUC e Bilhete Único Intermunicipal
  • 10 dias úteis – Para Sênior e Vale Social

Caso o titular não cumpra o prazo estipulado de recadastramento, seu benefício será suspenso até que o mesmo seja feito.

 

2º ocorrência: BENEFÍCIO SUSPENSO

O sistema identifica que há uma segunda ocorrência em seu cartão e seu benefício será suspenso por 60 dias.

Caso o usuário desejar ele poderá procurar uma das nossas lojas, onde será verificado o  laudo do seu cartão e o mesmo será desbloqueado somente após os 60 dias, conforme o decreto.

 

3º ocorrência ou mais - BENEFÍCIO SUSPENSO

O sistema identifica que há uma terceira ocorrência em seu cartão e seu benefício será suspenso por 180 dias. Após este período, para reativar seu benefício, o usuário deve solicitar autorização da Setrans.

O usuário que desejar visualizar os laudos poderá comparecer a uma loja RioCard. Porém nesta etapa (3a. ocorrência ou mais) a RioCard não tem autorização para reabilitar o cartão novamente, conforme decreto somente a própria Setrans poderá autorizar.

(*)Para o recadastramento, é necessário os seguintes documentos: RG original, cartão RioCard e comprovante de residência original dos três últimos meses.

As lojas RioCard que realizam recadastramento são as seguintes:

  • Bangu
  • Central do Brasil
  • Duque de Caxias
  • Ilha
  • Méier
  • Nova Iguaçu
  • Nilo Peçanha
  • Niterói
  • Nova Friburgo
  • Petrópolis
  • Piabetá
  • Santa Cruz
  • São Gonçalo
  • Estação Metrô Siqueira Campos
  • Teresópolis
  • Estação Metrô Uruguai

Veja abaixo outros endereços que realizam o recadastramento:

SETRERJ - Gratuidades Municipais (Niterói, São Gonçalo, Itaboraí e Maricá) e RioCard Sênior:

Niterói (Sede):
Alameda São Boaventura, nº 81 - Fonseca
Horário de atendimento: de 2ª a 6ª Feira, das 08h até às 17h.

Niterói (Sala):
Terminal Rodoviário Presidente João Goulart
Visconde de Rio Branco s/nº – Centro
Horário de atendimento: de 2ª a 6ª Feira, das 08h até às 17h.

Itaboraí (Sala):
Rua Raimundo de Farias, nº 193 – Centro
Horário de atendimento: de 2ª a 6ª Feira, das 08h até às 17h.

São Gonçalo (Sala):
Rua Doutor Alfredo Baker, nº 605 – Alcântara
(Galeria do supermercado Atacadista Assaí)
Horário de atendimento: de 2ª a 6ª Feira, das 08h até às 17h.

Maricá (Sala):
Avenida Roberto Silveira, nº 152 – loja B – Centro
Horário de atendimento: de 2ª a 6ª Feira, das 08h até às 17h.  

SETRANSPETRO - Gratuidades municipais (Petrópolis):

Rua do Imperador, nº 100, Centro – Petrópolis, RJ

SETRANSDUC - Gratuidade Escolar (Duque de Caxias), RioCard Sênior e Vale Social:

Rua General Mitre, 228 - Jardim 25 de Agosto - Duque de Caxias
Segunda a sexta, das 8h às 17h.

https://www.cartaoriocard.com.br/rcc/institucional/biometria

Portaria proíbe deságio na venda vale refeição no âmbito do PAT

Resultado de imagem para ticket sodexo aleloO Ministério do Trabalho PROIBIU A APLICAÇÃO DE TAXAS (deságio) pelas operadoras de vale refeição e alimentação, como Sodexo, Alelo, Ticket e VR, na venda dos “vouchers” às empresas beneficiarias, no âmbito do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

Com a medida, publicada no Diário Oficial da União (DOU) do dia 28 de dezembro de 2017, a expectativa dos bares e restaurantes é que haja uma redução na taxa cobrada nas transações com esse tipo de cartão. Até o momento, as operadoras podiam praticar descontos no contrato com as empresas que oferecem o benefício a seus funcionários. “Nos últimos anos, as operadoras passaram a praticar taxas negativas para empresas grandes, como os Correios. Ou seja, fechavam os contratos com deságios de 4%, 5%, vendendo R$ 100 por R$ 95, por exemplo”, explicou ao DCI o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), Paulo Solmucci Jr.  A prática era feita para atrair novos clientes e ganhar mercado.

Para compensar o prejuízo, explica, as operadoras de vale refeição (VR) e alimentação (VA) cobravam taxas de desconto (MDR, na sigla em inglês) muito elevadas nas transações feitas nos restaurantes e supermercados. Segundo ele, as taxas do VR e VA são em média de 4,7% por transação, enquanto as do cartão de crédito, por exemplo, são de 2,53%.

Com a proibição, determinado pelo governo a pedido da associação, a perspectiva dos bares e restaurantes é que a taxa nas transações com os vales possa cair pelo metade nos próximos anos. “Obviamente que ainda vamos ter que fazer uma queda de braços com as operadoras do setor, mas elas vão receber mais das empresas, então vamos brigar por um preço melhor na ponta.”

O executivo pontua que provavelmente ainda deve levar um tempo para que a redução da taxa comece a ser sentida pelos comerciantes, já que é preciso esperar que o vencimento dos contratos atuais. “Isso vai vir com o tempo, porque os contratos antigos, com taxas negativas, têm que vencer. É na renovação que vão deixar de dar o deságio”, diz.

Portaria

A norma do Ministério do Trabalho foi publicada no DOU do dia 28 de dezembro com a Portaria n° 1.287/2017. O documento diz que “no âmbito do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), é vedada à empresa prestadora a adoção de práticas comerciais de cobrança de taxas de serviço negativas às empresas beneficiárias”. A portaria passa a valer na data de publicação.

 

FONTE: DCI - Diário Comércio Indústria & Serviços

Cresce total de usuários de planos de saúde no Brasil, segundo ANS - País tem base de mais de 47 milhões

No mês de janeiro, houve um pequeno crescimento na base total de usuários de planos de saúde do país, segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O Brasil tem agora 47,4 milhões de beneficiários em planos médico-hospitalares, ou seja, 119.507 usuários a mais do que o número registrado em dezembro de 2017 e 63.995 a mais em relação a janeiro do ano passado.

De acordo com a pesquisa. vale destacar o crescimento entre os planos empresariais. Em janeiro de 2017, eram 31,33 milhões de beneficiários nesta categoria. No mês passado, porém, as empresas já tinham 31,66 milhões de cadastrados. No caso dos contratos por adesão, houve uma pequena queda de 69.750 usuários no período de um ano. Nos contratos individuais, também houve recuo: de 9,34 milhões de clientes, em janeiro do ano passado, para 9,17 milhões, em janeiro deste ano.

Ainda de acordo com o levantamento da ANS, os planos exclusivamente odontológicos também apresentaram crescimento da base geral de clientes. Em janeiro deste ano, eram 23,06 milhões de beneficiários, um aumento de 49.153 beneficiários (em relação a dezembro de 2017) e de 1,42 milhão (em comparação com janeiro do ano passado).

Houve um salto no total de usuários de planos odontológicos empresariais: eram 15,86 milhões em janeiro do ano passado e, agora, são 17,05 milhões de clientes. No caso dos planos por adesão, a base cresceu em apenas 37.421 beneficiários, no período de um ano. Para os planos individuais, o crescimento foi maior: de 3,87 milhões, em janeiro do ano passado, para 4,08 milhões, em janeiro deste ano.

 

Leia mais: https://extra.globo.com/noticias/economia/cresce-total-de-usuarios-de-planos-de-saude-no-pais-segundo-ans-22410389.html#ixzz57aaisTeK

Fonte: O Globo 19-02-2018

O RH que gera lucro

Resultado de imagem para rh que gera lucroA expressão “abraçador de árvore” ganhou força nos anos 70 quando ambientalistas e hippies mundo afora se agarravam as arvores para impedir o avanço das máquinas industriais.

Com o tempo, a atividade quase ecológica de colocar os braços em volta de um tronco foi adotada por alguns gestores de recursos humanos em treinamentos corporativos, numa tentativa de recarregar a energia dos funcionários. Não demorou muito para que a área de RH ficasse conhecida como a turma que abraça árvore, o pessoal que pensa “em gente” e não entende nada de números.

O tempo passou, a equipe de recursos humanos ficou mais criteriosa com os treinamentos, e a gestão de pessoas ganhou importância estratégica. Isso não bastou, porém, para que o RH se livrasse totalmente do estigma de abraçador de árvore. Ainda hoje, muitos administradores questionam o papel da área, zombam de seus programas e até́ pressionam por sua extinção.

O mais recente algoz do RH foi o guru indiano Ram Charan, que defendeu — no ano passado — a divisão do departamento de pessoas e o controle do que sobrasse por profissionais de outras áreas, já́ que os que ocupavam a posição de liderança ainda não tinham provado seu valor.

A queixa é sempre a mesma: o líder de RH trabalha com dados muito subjetivos, não consegue “falar a língua do negócio” nem entender a estratégia corporativa. Por mais que o mundo dos negócios tenha evoluído, o RH ainda parece o patinho feio tentando mostrar sua importância na empresa.

O cenário agora, no entanto, está favorável à turma da árvore. Estudos publicados recentemente por consultorias de peso, como Boston Consulting Group, Towers Watson e EY, comprovam a ligação direta entre a capacidade da área de recursos humanos e o desempenho da organização. Se ela vai mal, o risco de os negócios derraparem é grande. Se ela vai bem, a empresa respira de forma tranquila.

Segundo Christian Orglmeister, um dos autores do relatório Creating People Advantage, da BCG, que ouviu 3 500 profissionais de RH e de outros departamentos em 101 países, as organizações que contam com um RH eficiente têm resultado econômico duas vezes maior do que aquelas com uma fraca gestão de pessoas.

A BCG chegou a essa conclusão depois de analisar a diferença entre as 100 melhores e as 100 piores empresas em desempenho financeiro (levando em conta a média da margem operacional e da variação da receita durante 2012 e 2013). Eles perceberam que aquelas com rentabilidade maior não precisavam de nenhuma ação emergencial nos dez tópicos de RH avaliados.

Em contrapartida, aquelas com pior receita apresentavam uma necessidade de melhoria não só nos dez tópicos mas também em 27 subtemas de gestão de pessoas. Nas companhias com maior receita, o líder de RH era bom em quase todos os 27 subtópicos analisados, principalmente nos que se referiam ao engajamento dos funcionários, ao ambiente e à cultura, à comunicação, à gestão de desempenho e à estratégia de recrutamento.

E ele se diferenciava do RH de baixo resultado na capacidade de internacionalização da área, no uso das mídias sociais, na gestão de talentos e nos modelos de carreira e competências. “Um RH forte tem clareza das competências que as pessoas precisam desenvolver e deixa isso claro para que elas saibam o que fazer para crescer e alcançar os próximos cargos”, diz Orglmeister.

A BCG não foi a única a traçar uma linha direta entre o desempenho da área de RH e os resultados do negócio. Os pesquisadores da Fundação Instituto de Administração (FIA), da Universidade de São Paulo, ano a ano vêm cruzando a rentabilidade das melhores e maiores empresas listadas pela revista EXAME que também fazem parte do Guia VOCÊ S/A – As Melhores Empresas para Você Trabalhar com as que não foram eleitas exemplos de bom clima e gestão.

As classificadas como bons lugares para trabalhar têm uma rentabilidade 37% superior em relação as que ficaram de fora da lista, em 2014. “Nas organizações com melhores rendimentos, o RH é eficiente: atende mais colaboradores por funcionário da área, tem maior capacidade de retenção de talentos e mantém baixa rotatividade”, afirma Filipe Fonoff, consultor da FIA e responsável pelos relatórios de benchmarking das Melhores Empresas para Você Trabalhar.

Para quem sempre foi cobrado por não conseguir levantar indicadores, ironicamente agora tem números de sobra a seu favor. Abaixo, você confere os principais deles e as atitudes comuns aos RHs que conseguiram provar seu valor — e sua importância — para o negócio.

Poucas prioridades

O estudo da BCG revela que o RH das corporações rentáveis é competente na hora de alocar seus recursos e de distinguir tópicos de alta e baixa prioridade. Já nas companhias de baixa performance, o RH se mostra arbitrário na relação esforço investido versus importância do tema.

Para identificar as necessidades da empresa e priorizar as ações de RH, Sergio Luiz de Toledo Piza, diretor de gente e gestão da Klabin, produtora brasileira de papéis e embalagens, costuma usar uma matriz de materialidade. O processo, comum no mundo da sustentabilidade, consiste em ouvir o que é importante para o negócio e cruzar com o que os stakeholders (funcionários, acionistas, sociedade) consideram relevante.

Com base na matriz, o executivo faz uma pesquisa para saber se os funcionários têm as competências necessárias para atingir esses interesses. Se encontrar lacunas, investe em ações específicas para suprir a necessidade, seja por meio de treinamentos, seja por contratação externa.

Piza seguiu esse processo nos últimos dois anos e, com ele, definiu cinco prioridades para a gestão de pessoas da Klabin. Ele entende que um RH eficiente trabalha, no máximo, com qua­ tro ou cinco ações. Mais do que isso faz mal. “Se o RH cria muitos programas, ele perde o nexo, e ninguém na empresa entende o que ele quer com aquilo”, diz.

Olhar de longo prazo

Outra diferença do RH de alto desem­ penho mapeado pelos estudos é sua ca­ pacidade de traçar planos pensando no futuro, simulando e prevendo situações. “Os outros ainda estão falando de indi­ cadores passados: quanto foi a rotativi­ dade, quanto foi o engajamento, quanto é o quadro de colaboradores até então”, afirma Christian Orglmeister, da BCG. O RH que faz a diferença pensa, por exemplo, na força de venda que a com­ panhia vai precisar daqui a alguns anos. “É um RH proativo, que faz as coisas acontecer”, diz o consultor.

Esse líder de RH (em inglês, CHRO) usa o plano de carreira para assegu­ rar também um plano de sucessão e de liderança eficientes. Faz perguntas como “quais as competências necessá­ rias e quais vagas a organização terá no futuro?” e “como faço um plano de carreira para que as pessoas ocu­ pem essas posições?”

A maioria das organizações só se preocupa com isso depois que um cargo ficou vago — e por isso perdem eficiência (e dinheiro). Segundo a pesquisa da BCG, a cada posição de liderança em aberto, a em­ presa perde 1 000 dólares por semana.

Ter mais sucessores preparados inter­ namente é uma característica encon­ trada nas corporações mais rentáveis. Empresas como Vale e Rodobens eco­ nomizaram alguns milhões de reais ao se preocupar com os substitutos de cada cadeira. A Vale, por exemplo, preen­ cheu, de janeiro a novembro de 2014, 11 posições de diretoria com profissio­ nais que estavam previamente selecio­ nados para ocupar os cargos.

Ao deixar de recorrer ao mercado, ela economi­ zou 1,26 milhão de reais. Desde 2006, a mineradora mapeia os potenciais su­ cessores e avalia quem estará preparado para assumir os próximos passos num horizonte de um a cinco anos.

Já a Rodobens, que atua no varejo au­ tomotivo, poupou 2,5 milhões de reais, de junho de 2013 a dezembro de 2014, com 41 vagas que também foram preenchidas internamente graças ao programa de su­ cessão. Desde que o programa de recru­ tamento interno foi adotado, em agosto de 2012, 595 funcionários se movimen­ taram internamente, preenchendo as vagas dos que tinham sido promovidos.

Baixa rotatividade

Para que o plano de sucessão seja efi­ ciente é preciso assegurar que os me­ lhores empregados permaneçam na corporação. Nas 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar, a taxa de rotativida­ de anual fica abaixo dos 30%, enquanto nas demais passa da metade. Esse é um indicador importantíssimo da eficiência do RH.

Afinal, quanto mais tempo as pessoas permanecem na companhia, mais conhecem seus valores, políticas e tarefas — e melhor as desempenham. O executivo de RH da Klabin já notou que nas fábricas onde a rotatividade é menor, a produtividade e, consequente­ mente, o resultado financeiro são me­ lhores. “Há uma correlação estatística que demonstra que, para cada ponto percentual de redução no turnover, houve um crescimento de 0,5 ponto percentual no crescimento do negócio”, diz Piza.

A conta fica melhor se você computar o custo de recrutamento e seleção. De acordo com uma análise do Hay Group, o preço para substituir um empregado varia de 0,5 a 1,5 vez seu salário. Além disso, há o risco de contratar errado — o que afeta a produtividade e reduz a in­ tenção da pessoa de ficar na corporação.

Para fomentar uma cultura de retenção e fazer com que suas melhores cabeças não troquem de emprego por alguns trocados a mais, o líder de RH das organizações de alta rentabilidade mantém um forte relacionamento com os funcionários, reconhecendo as necessidades mais urgentes e fazendo considerações de longo prazo.

A diferença entre o RH que gera lucro e o RH comum é que o primeiro sabe exatamente o que engaja os empregados e, assim, consegue criar uma forte proposta de valor. “O RH diferenciado tem um modelo mental diferente, e olha os funcionários com o mesmo viés que o executivo de marketing olha o cliente”, diz Sandra Gioffi, especialista da área de talentos da consultoria de negócios Accenture.

Segundo estudo de outra consultoria, a Towers Watson, uma empresa com proposta de valor forte tem funcionários três vezes mais engajados e é, no mínimo, uma vez e meia mais rentável do que as demais.

Equipe de primeira

Três características marcam o RH de alto desempenho, segundo o relatório da BCG: ele se conecta com os clientes internos e externos, prioriza as ações e impacta os negócios, comprovando seu resultado com números. O líder de RH está, no entanto, longe de fazer isso sozinho.

Para alcançar esse nível, é preciso construir uma equipe capacitada. “Contar com uma população bem formada de recursos humanos é fundamental para a organização ter sucesso”, diz Ricardo Garcia, vice-presidente de recursos humanos para as Américas do Sul e Central da mineradora ArcelorMittal.

Comparando o time de recursos humanos das 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar com o das demais corporações, a diferença é notável. Nas melhores, de cada dez pessoas do RH, oito têm ensino superior completo ou pós-graduação (ante 67% nas demais). Enquanto nas melhores 23% do time têm de 40 a 64 anos, nas outras, quase metade do grupo tem menos de 30 anos.

O CHRO que faz a diferença também emprega um grupo sênior. Nas 150 melhores, 18% do departamento é composto de gerentes e supervisores — e só 9% são técnicos. Nas demais, a proporção se inverte: 11% são supervisores e gerentes, e 23% são técnicos. Além disso, outro estudo relaciona a figura do parceiro de negócios (chamado de business partner) ao saldo econômico positivo.

O levantamento, realizado pela consultoria global de benchmarking CEB, mostra que as organizações com business partners eficientes reportam um aumento de 4% a 10% na receita e um acréscimo médio de 9% no lucro.

Para que os projetos de RH funcionassem bem, Fabrício Alves Ferreira, diretor de desenvolvimento organizacional da rede atacadista Martins, criou a figura do business partner em 2013. “Contratei duas profissionais muito seniores”, diz.

Com a ajuda delas, e também por ter subido o nível do time de RH — empregando mais analistas, com curso superior, e menos assistentes, com cursos técnicos —, Ferreira passou a trabalhar menos. “Quando eu assumi, em 2011, trabalhava 11 horas por dia e levava trabalho para casa aos sábados. No segundo semestre de 2014, apesar de ser um ano difícil para o comércio, consegui trabalhar 9 horas por dia”, afirma o executivo.

Com uma equipe apta a cuidar do dia a dia, Ferreira e outros CHROs conseguiram não só se ocupar com temas mais estratégicos como também ficar mais próximos do presidente executivo. “O RH deixou de ser um parceiro e se tornou o direcionador”, diz Sandra, da Accenture. No jargão da área, esse profissional não atua mais como um “tirador de pedidos”, mas como ponto estratégico nas reuniões de tomadas de decisão.

Amigo do CFO

Nessas reuniões, o líder de recursos humanos se equiparou ao diretor financeiro (o CFO), até então seu principal opositor. E quando essa dupla trabalha alinhada, quem colhe os frutos é a companhia. Foi isso o que descobriram os consultores da EY ao entrevistar 550 executivos de finanças e de recursos humanos em cerca de 30 países.

Quando o RH atuou próximo de finanças, nos últimos três anos, a empresa registrou um lucro maior e também uma evolução nas métricas de recursos humanos, incluindo engajamento e produtividade”, diz Carlos Martins, sócio responsável pela área de capital humano da consultoria de negócios.

Pela análise, nas corporações com melhor resultado Ebitda (o lucro antes de descontados juros, impostos, depreciação e amortização), o líder de RH e o de finanças passam quase 8 horas por semana conversando sobre estratégia e próximos passos do negócio — quase o dobro do tempo do ocorrido nas organizações com rendimento mais baixo.

Essa parceria afinada permite dois grandes ganhos para o líder de RH. O primeiro é conseguir as verbas necessárias para a boa gestão da mão de obra. O segundo é aprender sobre métricas, algo ainda raro de encontrar entre os profissionais da área. De acordo com a pesquisa da EY, mais de 70% das corporações com alta rentabilidade usavam métricas para planejar a forca de trabalho.

Nas de menor desempenho, isso não chegava a 50%. Um bom exemplo é a RBS, grupo de comunicação do Rio Grande do Sul. Lá, o departamento de gestão de pessoas conta com mais de 80 indicadores, que vão desde informações demográficas da população até a satisfação do cliente interno e o nível de contribuição do RH para os negócios.

Na outra mão, o líder de RH ensina ao diretor financeiro como lidar com gente — algo que ele nunca teve de se preocupar. Essa realidade é vivida por Anderson Silva, diretor de desenvolvimento organizacional da Rodobens. Ele e o CFO Fábio Kato entraram na companhia em 2010, para participar de um processo de reestruturação, e até́ hoje agem em conjunto. “Ele me traz para o chão e eu o ensino sobre gestão de pessoas, pois ele não quer só́ cortar custos nem eu quero só́ abraçar arvores”, afirma Silva.

Quando o RH prova seu valor, ele se conecta com o cliente interno e define corretamente as prioridades, e a missão de recursos humanos acaba passando para outras mãos — a de todos os líderes da organização. Na ArcelorMittal, o presidente coloca a gestão de pessoas como um dos três itens estratégicos da companhia para os próximos anos. Atualmente, toda diretoria se reúne quatro vezes por ano para ponderar sobre o futuro profissional dos empregados.

Em janeiro, depois de passar uma sexta-feira inteira discorrendo sobre a carreira de 500 funcionários, os diretores reclamaram que o tempo foi curto. Pediram ao líder de RH, Ricardo Garcia, que aumentasse a frequência dos encontros. “Chegamos a um ponto em que eu não preciso ficar fomentando gestão de pessoas na cabeça de ninguém. Hoje eles me demandam para gastar mais tempo falando sobre pessoas”, afirma Garcia. A árvore que dá́ dinheiro todos querem abraçar.

Fonte: Revista Exame | Você S/A  - Por Tatiana Sendin

https://exame.abril.com.br/carreira/o-rh-que-gera-lucro/

 

 

RECEBA NOSSAS NOVIDADES

Todos os direitos reservados © Capta 2017

TOP